| Dezembro 1, 2006 Eu estou MORTA. Mas sempre soube o que seria morrer em novembro. A morte é mais longa quando se morre de amor. ANDRÉA MARIZ (c)
6:07 PM
Novembro 20, 2006 O mundo é todo dor quando visto de cima. Mas tem um lado bom. Quando escorre, é arte o que ele forma. A dor é imaterial, mas chega tão palpável que me faz pensar o porque de não tirá-la de uma vez. ANDRÉA MARIZ (c)
9:21 PM
Dezembro 10, 2005 See me, feel me, touch me, heal me.
O que possa de mim ser dito antes que se complete o ciclo? Que sou o que de mim deixei, no coração e na alma de alguém.
![]() Outros Planos (Cláudio Venturini/Sérgio Vasconcellos/Osório Santos/W.Cedotti) Olho pra trás, diminuo a velocidade A verdade simplesmente não existe Preciso nos sentidos, um milagre do corpo Idéias ao entardecer Faço planos, crio mundos Desses de possuir e não ter Nas idéias os sentidos Tudo que a gente pode ser Não tive tempo pra dizer Aos olhos que eu nunca esqueci Desculpa só mais uma vez Nosso encontro foi talvez Venha ficar comigo Tudo pode acontecer Olho pra trás diminuo a velocidade A verdade simplesmente não resiste As idéias, os sentidos Tudo que a gente pode ser Encontrada no último disco do 14 Bis ANDRÉA MARIZ (c)
8:06 AM
Novembro 2, 2005
A frase "Viver é muito perigoso" é repetida diversas vezes por Riobaldo, personagem de João Guimarães Rosa, em Grande Sertão - Veredas ANDRÉA MARIZ (c)
10:36 AM
Outubro 31, 2005
Que fique o registro que se meu coração bate, é porque não pode cantar. ANDRÉA MARIZ (c)
4:06 PM
Setembro 4, 2005
ANDRÉA MARIZ (c)
7:17 PM
Agosto 30, 2005
ANDRÉA MARIZ (c)
8:11 PM
Agosto 28, 2005
![]() ANDRÉA MARIZ (c)
6:52 PM
ANDRÉA MARIZ (c)
4:04 PM
Julho 29, 2005 Desenredo
Boca Livre Composição: Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro Por toda terra que passo Me espanta tudo o que vejo A morte tece seu fio De vida feita ao avesso O olhar que prende anda solto O olhar que solta anda preso Mas quando eu chego Eu me enredo Nas tranças do teu desejo O mundo todo marcado A ferro, fogo e desprezo A vida é o fio do tempo A morte é o fim do novelo O olhar que assusta Anda morto O olhar que avisa Anda aceso Mas quando eu chego Eu me perco Nas tramas do teu segredo Ê, Minas Ê, Minas É hora de partir Eu vou Vou-me embora pra bem longe A cera da vela queimando O homem fazendo o seu preço A morte que a vida anda armando A vida que a morte anda tendo O olhar mais fraco anda afoito O olhar mais forte, indefeso Mas quando eu chego Eu me enrosco Nas cordas do teu cabelo Ê, Minas Ê, Minas É hora de partir Eu vou Vou-me embora pra bem longe "Viver é muito perigoso..." (João Guimarães Rosa) ANDRÉA MARIZ (c)
5:12 PM
Julho 1, 2005 Ao mundo como a ti mesmo
Ao colo como ao consolo Á vida, como brincando Ao sonho como noitando A boca como ao mundo O colo entre o beijo e a boca A vida assim engolindo A língua no céu dançando O mundo a buscar o corpo O colo e o consolo no beijo A vida beijando a noite A noite trazendo o sonho A busca, a boca, o beijo Bailado bando bastando ANDRÉA MARIZ (c)
8:02 PM
Junho 1, 2005 Me falta a força, mas não a vontade de voar. Anjos são leves. O ar é leve, e eu talvez seja também. Sou mais ar, algodão, fibra embaraçada. Nada leve, agora. Leve-me, agora. É um sem-ar, um tremer parado, uma tensão sem vir. O patético humano. Eu já não sei. Perdoem. ![]() Ouvindo: RENAISSANCE - Prologue Spare Some Love Shadows darkness, follows quiet shadows You walk beside a shadow Strangers, people passing constant strangers You walk beside a stranger Spare some love Why won¿t you spare some love? Share your love Why don¿t you share your love? Sadness finds the lonely silent sadness Finds them hard with sadness Seeking growing you will find with seeking Knowing you are seeking Spare some love Why won¿t you spare some love? Share your love Why don¿t you share your love? Spare some love Why won¿t you spare some love? Share your love Why don¿t you share your love? Seasons, nature¿s pattern of the seasons Changing with the seasons Loving peace will come to all with loving Living lives with loving Spare some love Why won¿t you spare some love? Share your love Why don¿t you share your love? ANDRÉA MARIZ (c)
10:30 PM
Maio 26, 2005 "dum loquimur, fugerit invida aetas: carpe diem, quam minimum credula postero"
"Enquanto falamos, foge o tempo inimigo: aproveita o dia sem acreditar o mínimo no amanhã." (Horacio; Odes, I, 11, 7-8) Ele se matou antes de completar 26. Mas enquanto vivo, soube viver. Um abraço, Mateus. ANDRÉA MARIZ (c)
12:55 PM
Maio 24, 2005 pára, Princesa, pára com esse seu jeito de me machucar, eu não quero também te deixar assim, desse jeito que eu tou, eu não quero te ver à noite, escorrida por aí como um cão vadio, eu não quero te ver sem mim, eu não vou poder, Princesa, entende, sai de mim com essa sua maldade, me chama outra vez pra perto, deixa eu tocar seu ombro, deixa eu olhar você, eu não quero te ver assim, entende, eu não vou poder, mas pede, Princesa, pelo amor dos santos, pede pra eu não ir embora, ou não vai você assim, com essa cara de quem nem liga se eu tou morto ou se eu tou vivo, por se eu tou, menina, você também está, se eu tou, você também vai estar, assim comigo, de um jeito ou de outro, princesa, não me pede pra ir embora, só me deixa aqui assim, lambendo meu próprio desamor, mas lambendo e olhando você, me deixa pelo menos te ver, Princesa, ou a gente não vê mais ninguém ![]() ANDRÉA MARIZ (c)
5:33 PM
Maio 21, 2005 Lendo: Grande Sertão - Veredas - João Guimarães Rosa
"Em termos, gostava que morasse aqui, ou perto, era uma ajuda. Aqui não se tem convívio que instruir. Sertão. Sabe o senhor: sertão é onde o pensamento da gente se forma mais forte do que o poder do lugar. Viver é muito perigoso... "
ANDRÉA MARIZ (c)
10:52 AM
Maio 13, 2005 O melhor de saber as verdades é que depois delas, mãezinha, nada vem. E a gente fica assim, se prazeirando de olhar as coisas ao redor, vendo mesmo a substância de que elas são feitas, e a nossa fé burra no fato de elas existirem. Tudo inexiste no seu colo, mãezinha, na garrafa de conhaque quente, no mel do teu sabor. O resto é invenção besta de gente que não sabe viver. ANDRÉA MARIZ (c)
9:34 PM
Abril 21, 2005 No fim, só isso. Fundo de vinho no copo, olhos inchados, segredos mortos, assassinados. A verdade, ô moça, é sempre pior. ANDRÉA MARIZ (c)
6:04 PM
Abril 10, 2005 Copy and paste tradutor de espírito:
...tenho visto intelectuais demais ultimamente. me canso fácil dos preciosos intelectos que precisam cuspir diamantes toda vez que abrem as suas bocas. eu me canso de ficar batalhando por cada espaço de ar para o espírito. é por isso que me afasto das pessoas por tanto tempo, e agora que estou encontrando as pessoas, descubro que preciso voltar para minha caverna. existem outras coisas além de mente: há insetos e palmeiras e trituradores de pimenta, e eu vou ter um triturador de pimenta na minha caverna, portanto riam.
ANDRÉA MARIZ (c)
8:48 PM
Março 30, 2005
- Então, nada sobrou? - Eu não disse isso. - Nega? - Sobrou a rotina da gente junto, sobrou o tédio. - Ah, não, tédio não. Tédio é ausência de sofrimento, e eu tou morrendo, e você também, eu sei. - Então sobrou o sofrimento? - Não. O sofrimento veio porque nada sobrou. - Mas ele está aí, o sofrimento. - É conseqüência, não é causa. - E então, nada sobrou? - Foi o que eu disse. - Mas e o que a gente viveu? - A gente viveu muita coisa... - Então, se não sobrou nada, pra onde foi tudo isso? - Ainda não foi, tá bem aqui, bem grande na minha cabeça. - E o que vai acontecer com essa nossa história? - Vai ficar pra trás quando eu fechar a porta atrás de mim. - Você vai olhar pra trás? - ... - Por que não vai olhar pra trás? - Não quero que você me veja chorar, porra! - Meu Deus... - Meu deus o quê, meu Deus? - Eu não entendo você! - Olha... - Diz que não vai embora - Me pede pra ficar ... ANDRÉA MARIZ (c)
9:28 PM
Março 18, 2005 Post grandão para compensar a ausência incompensável de outros posts
I Fortes como frios o aço do céu e o azul do dia Contraditórios como certos a prata do riso, o concreto do ar Densa é a morte nesses dias calmos Como calma é a vida nesses dias mortos Como em cor é o opaco esperado do tempo Como lento é o passar dessas poucas horas E contado à toa esse tanto tempo Esse tão pouco tempo Que corre mais do que a gente Que sobra pela tarde afora Que escorre assim das mãos II Os passos perderam O paradeiro sobre as pedras. Como parca promessa, pereceram. Os braços beberam Da bondade da boca Se bastando em beijos belicosos. Os passos beijaram as pedras A boca também se perdeu. III Da janela via o verde Velha junção de cores E céu, espreita o girassol IV Forçado anoitecer, sangue do sol Solilóquio da noite que chega Um rasgar de fleumas Uma estrela nascendo em bemol ![]() ANDRÉA MARIZ (c)
9:00 PM
Março 9, 2005
Perdoem-me. Eu ainda não pude. ANDRÉA MARIZ (c)
1:10 PM
Março 4, 2005 Quem vai?
![]() ANDRÉA MARIZ (c)
8:58 PM
Fevereiro 18, 2005 Bilhete
Ando pensando em como a vida dá voltas para estacionar sempre no mesmo lugar. Penso, penso, e quanto mais penso, maior o talhe de mágoa, mais vermelho. Cada um é preso à impossibilidade que adota para si. A sorte é encontrar alguém cuja impossibilidade não seja você mesmo. Ou poder fazer do impossível um poema. Tem passado tempo demais nesses dias. Não sei se é a neve, tudo tão branco, não sei se é a verdade que me chega.Sob o signo desta claridade toda, às vezes não sei o que dizer. Eu me sinto velha. Me sinto pouca, de uma calma incômoda que não me pertence. Não demora muito, a neve derrete, a cidade vai ficar alaranjada e eu ainda não saberei o que fazer. Vamos então fingir que eu cheguei agora, que a tua alegria me basta, e só isso me leva. Eu sempre acho que teu medo, em mim, vira distância, e por mais que eu olhe o mar, a distância não se cansa de mim. Por causa da neve e dos temporais, não há luz, e as velas estão racionadas. A minha última está se acabando, pavio e luz logo morrem. Com elas, este bilhete, sem maiores intenções. Tanto a dizer, tanto... ![]() ANDRÉA MARIZ (c)
4:46 PM
Fevereiro 17, 2005 O Jaguadarte
Lewis Carroll Era briluz. As lesmolisas touvas roldavam e reviam nos gramilvos. Estavam mimsicais as pintalouvas, E os momirratos davam grilvos. "Foge do Jaguadarte, o que não morre! Garra que agarra, bocarra que urra! Foge da ave Fefel, meu filho, e corre Do frumioso Babassura!" Ele arrancou sua espada vorpal e foi atras do inimigo do Homundo. Na árvore Tamtam ele afinal Parou, um dia, sonilundo. E enquanto estava em sussustada sesta, Chegou o Jaguadarte, olho de fogo, Sorrelfiflando atraves da floresta, E borbulia um riso louco!
Um dois! Um, dois! Sua espada mavorta Vai-vem, vem-vai, para tras, para diante! Cabeca fere, corta e, fera morta, Ei-lo que volta galunfante. "Pois entao tu mataste o Jaguadarte! Vem aos meus braços, homenino meu! Oh dia fremular! Bravooh! Bravarte!" Ele se ria jubileu. Era briluz. As lesmolisas touvas Roldavam e relviam nos gramilvos. Estavam mimsicais as pintalouvas, E os momirratos davam grilvos. (Tradução do "Jabberwacky" por Augusto de Campos) Jabberwockky (by Lewis Carroll) 'Twas brillig and the slithy toves Did gyre and gimble in the wabe. All mimsy were the borogroves And the mome raths outgrabe. "Beware the Jabberwock my son! The jaws that bite, the claws that catch! Beware the Jubjub bird And shun the frumious Bandersnatch!" He took his vorpal sword in hand Long time the manxome foe he sought So rested he by the Tumtum tree, And stood awhile in thought. And, as in uffish thought he stood, The Jabberwock, with eyes of flame, Came whiffling through the tulgey wood, And burbled as it came! One, two! One, two! And through and through The vorpal blade went snicker snack! He left it dead, and with its head He went galumphing back. And hast thou slain the Jabberwock? Come to my arms my beamish boy! O frabjous day! Callooh! Callay! He chortled in his joy. 'Twas brillig, and the slithy toves Did gyre and gimble in the wabe. All mimsy were the borogroves, And the mome raths outgrabe. - Desde a primeira vez que ouvi esse poema, uma coisa não me sai da cabeça. Como foi que conseguiram traduzi-lo? ANDRÉA MARIZ (c)
9:18 AM
Fevereiro 14, 2005 Quisera eu encontrar nestes caminhos algo que me valha em fé. Que de crível encontrado apenas morte em mim bastaria. Pudesse, tocaria com as mãos, a face, um eu inteiro inteiro o gesto desmedido em conforto e tristesse, e assim formasse no todo o grande mundo-coração, pois só dele de mundo e de mim há de viver. Cantasse, e como voz feita em flor abriria ali um além-vida de cantos, contos e mistérios. Ah, os mistérios, neles está o dedo da vida acreditada, dita verdade neste mundo e em outro. Mistérios e lábios e vozes em flor, as plantações etéreas e dóceis desta terra virgem viva e a-viver, colher enfim o pão que de mãos em semente no seio há de brotar. E abrir-se em mel sorrisos, sinceridades e brilhos, revoar de amigos hei de encontrar. ANDRÉA MARIZ (c)
3:31 PM
Fevereiro 9, 2005 ![]() ANDRÉA MARIZ (c)
3:12 PM
Fevereiro 6, 2005 fica assim tão bela tua boca próxima, tão falsa essa minha sede, tão quente, ah, como eu queria poder saber o que a gente vê quando te olha, que tipo de fome te corrói, aposto, eu sei que é como a minha, essa nossa verdade tão seca, que sentido tem? eu nunca soube como abrir tuas terras, eu nunca sei das noites assim tão longas como esta, eu nunca fui assim, é essa sua cara, essa minha fossa, essa supérflua nitidez que eu acho que tenho quando te olho, mesmo sem nunca saber o que a gente vê ![]() ANDRÉA MARIZ (c)
1:05 AM
Fevereiro 1, 2005 Ah, os Andrés, esses meus Xarás!
ANDRÉA MARIZ (c)
3:16 PM
Dezembro 9, 2004 Estou em férias! Voltarei em Fevereiro... ANDRÉA MARIZ (c)
11:05 PM
Novembro 24, 2004 revivi meu gozo em jóia, anjo meu, sente - eu sumo e ninguém toca, eu pego. cego é quem não acredita. ANDRÉA MARIZ (c)
5:47 PM
Novembro 22, 2004 ![]() Amizades virtuais fazem mais sentido quando podem se converter em amizades de verdade, próximas. Este fim de semana, tive o prazer de aumentar meu círculo de amizades virtuais tornadas reais. Fomos a um passeio delicioso, eu, Leonardo, autor do Blog Acidez Crônica, que já conheço a dois anos, Thelminha, autora do Blog Bambu Oco, que eu conheço a mais ou menos um ano, e a Cris, autora do Blog Ser Viajante, que tive um grande prazer em conhecer. A Cris é uma menina linda, de sorriso fácil, voz doce, um abraço gostoso de amigo que a gente não vê há muito tempo, coisas que eu jamais iria saber dela se não a visse pessoalmente. Tivemos uma tarde pra lá de agradável no Usina, de muitas risadas (o senso de humor da Thelma é pra lá de refinado), histórias, gostos e opiniões. ANDRÉA MARIZ (c)
3:07 PM
Novembro 15, 2004 central, meu reino me protege, ausência combina tanto com estrela, sinhô, degrau com serpente, flor com areia, certas coisas nasceram para dançar com outras, veja só, borboleta dança, dança não, baila, promove festa no céu da boca, estala a cada gole de letra, cosquinha na ponta da língua, caneta ri quando faz borboleta, tristecer pena que não exista, que combina tanto com pôr-do-sol, tristecer tem cor de rubro, vermelhado de seis horas, dá pra ouvir a ave maria, tristecer vem antes de lua, mas logo se vai embora, tristecer nunca amanhece ![]() ANDRÉA MARIZ (c)
11:21 AM
Novembro 10, 2004 Numa tarde assim, como velha tarde qualquer, um soluço de tempo alcançou seu destino e calou. Tardando, um tom de céu ainda existia, irônico, a testemunhar. De seu jeito, sangrando ao se despedir, rubro sol se foi deixando na boca um gosto de tempo que não passou, e ainda assim se perdeu, e perdidas a estátua, a folha e a moça, cada qual em seu lugar olhando o céu. E cada estrela aparecida em meio ao sangue do sol tornava-se lágrima, solidão vista de cima entre os pontos tingidos de prata. A estátua, em sua morte presente, enfeita a solidão da folha caída do tempo que para ela passou. A moça, olhando o fim, inevitável, pensa, e sorri quando sente o caminho molhado de estrelas a brilhar. O sangue do sol, rubro, o da moça, denso, o da folha, assim como a regar o que restava de tarde, de sangue, de sol. ANDRÉA MARIZ (c)
12:18 PM
Novembro 9, 2004 Eu ia escrever um enorma texto justificando a volta do Versamentos, o blog que realmente eu amei fazer. Mas depois, pensei: Justificar por quê? Existe justificativa? Com certeza, não. Apenas a necessidade. ANDRÉA MARIZ (c)
2:27 PM
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